Os anos oitenta foram anos dificeis... se não foram, porque é que todos os homens tiveram de se mascarar de travestis para sobreviver? Dizem-me agora que não era isso... que era questão de moda só... Se assim é, mais se acentua a ideia inicial... os anos oitenta foram anos dificeis!
Parece que estou a imaginar um jovem dos anos oitenta: acorda, levanta-se, vai para a casa de banho, apara o seu bigodinho à Freddie mercurie... Depois, ou faz um risco ao lado no seu cabelo curtinho, ou põe uma fita na sua enorme juba encaracolada! Depois dirige-se para o seu quarto (toda a gente sabe que nos anos oitenta eles não tomavam banho...) e abre o guarda-fatos. Veste-se com aquelas calças mesmo "coladas ao pacote", como uma voz tão sábia, tão sábia que podia ter vindo dos anos oitenta, como essa voz tão sábia disse... Depois punha aquelas botas maravilhosas... depois os punhos, as correntes, e demais adereços... Finalmente olhava ao espelho e pensava: "Porque raio é que me visto assim afinal?!?"
É óbvio que isto não era em Portugal! Em Portugal somos machos... a nossa década de oitenta marcou-se por outros padrões; desemprego... vida difícil... instabilidade politica... Mas pronto! Com o bom do chapéu à lavrador, e o imprescindível e farfalhudo bigode, conseguimos escapar a essa crise... a de indentidade! Não podia ser tudo mau...
Tuesday, April 27, 2010
Friday, April 16, 2010
São coisas que acontecem...
Estava sentado a pensar no seguinte: chamar tupiniquim a alguém é insulto?, quando de repente a minha calma foi perturbada! Poderia ter visto D. Sebastião, isto apesar de não estar nevoeiro? Sim poderia, mas a minha calma não estaria suficientemente abalada... afinal de contas há séculos, e à semelhança do tipo que foi comprar cigarros e nunca mais voltou,há séculos que D. Sebastião ligou para o seu amigo Bandarra a avisar que vinha... Depois ao seu amigo pessoa... Ah! E ao Camões, ele também disse que ia de férias a Marrocos e voltava dali a pouco. Não estou a inventar nada! Quem quiser que leia os lusiadas a ver o que é que lá diz...
Podia ter sido o facto de o partido Socialista voltar a ser socialista? Podia, mas também tenham calma... só me exaltei não tive um ataque cardíaco... Que mania de pensar logo na bomba atómica!
Não... na verdade a minha calma foi exaltada porque vi, em pleno IKEA de Matosinhos (eu queria dizer em Vigo, mas não há lá... embrulhem castelhanos!!) um senhor que alegadamente utilizaria botas de montar. Não pensem nessas coisas, seus prevertidos... Montar cavalos! Alegadamente, botas de montar cavalos... Como bom jornalista, uso o alegadamente porque não confirmei a informação mas quero veiculá-la de forma a prejudicar a imagem deste senhor. Que merece que o faça. Mas a verdade é que este para-repórter teve medo e não se deslocou a confirmar a informação junto do agente prevaricador.
Questões muito pertinentes se levantam: que tipo de pessoa é esta que vem ao IKEA com alegadas botas de montar cavalo? Quão pernicioso pode ele ser para a sociedade em que vivemos?
A resposta à primeira pergunta é óbvia, estamos perante uma pessoa doente, e na ausência de qualquer auto-estima própria. Um agente com barriga, careca, e botas de alegadamente montar cavalo, com as devidas calças creme por dentro das alegadas botas... Tem de ser uma pessoa doente! Sabendo nós que, pelas estatísticas oficiais dos últimos censos, as famílias portuguesas tem em média 3 espelhos por lar. Esforço do nosso governo, na mesma linha do programa e.escolinhas, que distribui os computadores genéricos Magalhães. O nome do programa era "se não estudares arranja-te que vais para a vida meu filho...". Ou seja. A hipótese da ausência de espelho não se pode aplicar: é doença.
O que nos leva à segunda questão: pode este individuo misturar-se entre as pessoas sãs que sabem a utilização correcto do objecto espelho? A resposta é não. O medo prolifera... Gera a incerteza... Já para não falar em possíveis ataques dos alegados cavalos.Um verdadeiro perigo para a saúde pública.
Este para-jornalista apressou-se a ouvir a opinião isenta de alguém do povo. Mas alguém extremamente reputado, que ainda assim nos recusamos a identificar (não vá isto dar merda...)apesar da nossa certeza absoluta e confiança nas informações que o Zé nos deu.
"Isto é uma vergonha! Sinto-me envergonhado de ser português!Eles o que querem é comer, e o povo ninguém quer saber dele para nada! Os pobres, pensem é nos pobres! Isto nota-se mesmo que o ministro, o socas, não vem às compras ao IKEIA ou Ikreia ou lá como esta merda se chama."
Resta-nos o apelo encarecido: senhor, vista-se direito por favor... Obrigado.
Podia ter sido o facto de o partido Socialista voltar a ser socialista? Podia, mas também tenham calma... só me exaltei não tive um ataque cardíaco... Que mania de pensar logo na bomba atómica!
Não... na verdade a minha calma foi exaltada porque vi, em pleno IKEA de Matosinhos (eu queria dizer em Vigo, mas não há lá... embrulhem castelhanos!!) um senhor que alegadamente utilizaria botas de montar. Não pensem nessas coisas, seus prevertidos... Montar cavalos! Alegadamente, botas de montar cavalos... Como bom jornalista, uso o alegadamente porque não confirmei a informação mas quero veiculá-la de forma a prejudicar a imagem deste senhor. Que merece que o faça. Mas a verdade é que este para-repórter teve medo e não se deslocou a confirmar a informação junto do agente prevaricador.
Questões muito pertinentes se levantam: que tipo de pessoa é esta que vem ao IKEA com alegadas botas de montar cavalo? Quão pernicioso pode ele ser para a sociedade em que vivemos?
A resposta à primeira pergunta é óbvia, estamos perante uma pessoa doente, e na ausência de qualquer auto-estima própria. Um agente com barriga, careca, e botas de alegadamente montar cavalo, com as devidas calças creme por dentro das alegadas botas... Tem de ser uma pessoa doente! Sabendo nós que, pelas estatísticas oficiais dos últimos censos, as famílias portuguesas tem em média 3 espelhos por lar. Esforço do nosso governo, na mesma linha do programa e.escolinhas, que distribui os computadores genéricos Magalhães. O nome do programa era "se não estudares arranja-te que vais para a vida meu filho...". Ou seja. A hipótese da ausência de espelho não se pode aplicar: é doença.
O que nos leva à segunda questão: pode este individuo misturar-se entre as pessoas sãs que sabem a utilização correcto do objecto espelho? A resposta é não. O medo prolifera... Gera a incerteza... Já para não falar em possíveis ataques dos alegados cavalos.Um verdadeiro perigo para a saúde pública.
Este para-jornalista apressou-se a ouvir a opinião isenta de alguém do povo. Mas alguém extremamente reputado, que ainda assim nos recusamos a identificar (não vá isto dar merda...)apesar da nossa certeza absoluta e confiança nas informações que o Zé nos deu.
"Isto é uma vergonha! Sinto-me envergonhado de ser português!Eles o que querem é comer, e o povo ninguém quer saber dele para nada! Os pobres, pensem é nos pobres! Isto nota-se mesmo que o ministro, o socas, não vem às compras ao IKEIA ou Ikreia ou lá como esta merda se chama."
Resta-nos o apelo encarecido: senhor, vista-se direito por favor... Obrigado.
Subscribe to:
Comments (Atom)